Era um cenário branco que você criou. Não sei ainda qual era a cor dos seus olhos - vermelhos, às vezes. Mas o que era claro mesmo, não era seu pensamento. Nunca foi. Suas ideias eram exacerbadas de uma razão sem sentido, e o lucro nos seus objetivos resumiam-se ao combate verborrágico de seus argumentos, que mais vinham como tiros de uma eloquente metralhadora.
Claro em você, somente sua pele; e talvez o seu lençol que eu manchei com aquele seu cigarro intragável de baunilha. Não te respeito, nem desrespeito. Porém quando você me vem à mente através de suas interferências catastróficas, sinto como um milhão de agulhas estivessem fazendo uma obra de arte mortal no meu peito. Me dá, sim, saudade do sol frio entrando por aquele apartamento entediante, e de quando eu mesmo arrumava a "nossa" cama, agitando a colcha branca que quase não soltava poeira. E brilhava.
Nenhum comentário:
Postar um comentário